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A equipe do Ponto de Leitura do Jardim Lapena, uma parceria entre a Fundação Tide Setubal, a Secretaria Municipal de Cultura e o Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, na zona leste da capital, está lançando a campanha “Entre Histórias e Livros”.

A iniciativa reúne depoimentos de leitores contando como a leitura e os livros transformaram suas vidas para melhor. São vídeos, áudios e textos de moradores da região que mostram que os territórios periféricos têm muitos leitores, embora contem com poucas bibliotecas públicas.

Um bom exemplo vem de Rosemary Arssenovicz, que é uma espectadora das redes sociais do Galpão ZL. Ela conta que o primeiro acesso à leitura surgiu com os exemplares recebidos no ferro velho da família e que, com o tempo, a leitura se tornou o seu passatempo preferido.

“Eu era uma criança introspectiva. Não queria ir à escola, mas a vontade de aprender a ler me fez frequentar. Lembro que o primeiro livro que li foi o Dumbo. Fiquei encantada. O conteúdo me levou para um mundo de magia”, conta Rosemary.

O Ponto de Leitura tem 12 anos de existência e foi o primeiro espaço público estruturado de leitura do Jardim Lapena, território periférico com mais de 15 mil habitantes, sendo cerca de 4 mil crianças.
O local soma 4 mil pessoas cadastradas, mais de 8 mil exemplares disponíveis para empréstimo e registra 300 empréstimos por mês em média.

Maria Lúcia de Oliveira é uma das pessoas cadastradas e relata como o livro influenciou na sua alfabetização e na sua vocação de ser poeta. “Na cartilha do ABC, aprendi o beabá.

A Campanha “Entre Histórias e Livros” acontece por tempo indeterminado no Ponto de Leitura. Os vídeos dos leitores podem ser enviados para o e-mail: malu@ftas.org.br

Quando era criança, ouvi muitas histórias nos livros de cordéis. Daí, vi como o livro era importante na minha vida. Aprendi a desenvolver meu potencial e a entender de forma singular a importância da leitura na vida de cada indivíduo.

Comecei a observar elementos ao meu redor, como o dia a dia de cada indivíduo, suas características e comportamentos e a ouvir histórias que me serviram de grande inspiração para escrever poemas”, conta.

Direto da cidade de Ouro Verde, zona rural de Minas Gerais, a pedagoga Julinda Oliveira, compartilha a sua história com o Ponto de Leitura. “Meus pais e irmãs não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever.

Sem alfabetização, assinaram um contrato, que ocasionou a perda da nossa fazenda. Minha mãe não queria que fôssemos mais enganados, por isso fui a única que tive acesso ao universo da leitura. Meu primeiro encontro com o livro foi o Pollyana.

Hoje vamos conhecer Maria Lúcia de Oliveira e sua história com os livro, que iniciou na infância com a sua alfabetização, a paixão pela leitura ao longo de sua vida a transformou em uma poetisa.

Iniciativas como o Ponto de Leitura do Jardim Lapena são, na verdade, inspirações aos gestores públicos para que construam espaços de leitura gratuitos e abertos para os leitores mais pobres e não restrinjam ainda mais o seu acesso.

Para Malu Gomes, responsável pelo Ponto desde a sua inauguração, “ele tem um poder político muito forte. É um espaço de encontro onde as pessoas começam a conversar e a se tornar mais críticas da realidade”. Ela relata as experiências de leituras para as crianças. “O livro foi a ponte para um contato mais próximo com os pequenos.

Em diversos momentos, eu só escutava a voz de uma criança após alguns capítulos lidos para ela. Além disso, por estarmos num território vulnerabilizado, um espaço que mexe com a imaginação e faz você viajar para outros lugares acaba transformando as perspectivas das pessoas sobre a vida e abrindo horizontes”.

Hoje, o Ponto de Leitura é referência no Jardim Lapena e recebe centenas de leitores de gêneros, raças, religiões e idades distintas, de crianças a idosos, o que demonstra que o hábito da leitura e o interesse pelo livro estão bastante presentes nas periferias.

Mas nem sempre foi assim. “No começo, tínhamos alguma resistência porque, afinal, as periferias como o Lapena não estão habituadas a terem um espaço público para leitura. Agora, o local promove a leitura e acaba sendo também um espaço de integração e de acolhimento da comunidade. Um verdadeiro lugar de encontro”, conta Malu.

Atualmente, as atividades presenciais do Ponto seguem suspensas para evitar o contágio do coronavírus. Diante desse contexto, o projeto Bike Literária foi criado para suprir essa necessidade da leitura dos moradores, que, muitas vezes, também não têm acesso à internet.

A iniciativa permite a entrega de livros nas casas dos leitores do Ponto por meio de um entregador de bicicleta. Depois de devolvida, cada obra é higienizada e passa por uma quarentena antes de poder ir para outra casa. Desde o surgimento do Bike Literária, em novembro de 2020, um total de 1.300 livros já foram emprestados, o que demonstra a presença do hábito de leitura na periferia.

Veja os depoimentos ao clicar nos links:
https://www.facebook.com/fundacaotidesetubal/videos/148153283923379
https://www.facebook.com/fundacaotidesetubal/videos/1846039968899526/
https://www.facebook.com/watch/?v=400914691247961

Sobre a Fundação Tide Setubal (www.fundacaotidesetubal.org.br): organização não governamental, de origem familiar, criada em 2006, que fomenta iniciativas promotoras da justiça social e do desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e que contribuam para enfrentar desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com sociedade civil, instituições de pesquisa, Estado e mercado.

Contato para imprensa:
Danielle Lobato
(11) 96291-1985
danielle@pbcomunica.com.br
Fabiana Pereira
(11) 99983-9941
fabiana@pbcomunica.com.br

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