“Eu e Ela: Visita à Carolina de Jesus”

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Quem é Dirce Thomaz: Diretora e Dramaturga há vinte e quatro anos, Arte-Educadora há dezessete anos e atriz há mais de trinta anos, a trajetória de Dirce é marcada por participações em diversos projetos de teatro, de cinema e de várias outras linguagens artísticas. É presidente fundadora do Centro de Desenvolvimento Cultural e Social do Negro Maria Thomazia de Jesus e da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro.

Texto da atriz Dirce Thomaz!

Com texto e atuação da atriz Dirce Thomaz e concepção da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, a peça expressa um discurso duro, mas ao mesmo tempo lírico, que personifica de forma visceral a mulher que foi Carolina de Jesus, escritora que em 1960 lançou o livro “Quarto de despejo”, obra que registrava a vida precária da favela.

A obra foi publicada e traduzida em mais de 40 países. Carolina foi uma poeta e compositora que narrou a periferia, as questões feministas e sociais em uma época de tabus, principalmente, para uma favelada, catadora de papéis, mãe solteira e negra.

O espetáculo traz uma nova dimensão da personalidade de Carolina e leva o público a momentos de pura poesia, ao misturar o real com o ficcional.

O texto da peça baseia-se O texto é baseado na obra “Quarto de Despejo” e dos trabalhos desenvolvidos com o Projeto “Ancestral e o Contemporâneo nas Escolas”, coordenado pela Dra Monica do Amaral da Faculdade de Educação da USP.

Foram mais de 27 eventos entre palestras, performances e workshop antes de se chegar ao resultado do espetáculo. 

“Eu e Ela” apresenta uma Carolina em toda sua diversidade artística, política e social, desde sua migração de Minas Gerais para São Paulo, onde o gosto pela escrita se desenvolveu em sua plenitude, resultando em uma forma de expressão e inspiração que brotava de seu cotidiano e sua vivência pessoal.


“Eu e Ela: visita à Carolina de Jesus” tem narração em terceira pessoa e impacta o espectador com uma Carolina que estava à vanguarda de seu tempo, tanto nas questões políticas do país e do mundo, que ela entendia muito bem, como nas indagações sociais, onde era sempre crítica às condições como o povo vivia em seu entorno, num período conturbado no cenário nacional, em que o acesso à moradia, à alimentação e ao trabalho, tal como hoje, era privilégio de poucos.


Mais sobre Carolina
Carolina Maria de Jesus Nasceu em 1914 na cidade de Sacramento, Minas Gerais.

Carolina de Jesus

Catadora de papel, mãe solteira e praticamente a única a ser alfabetizada no lugar onde morava, ela começou a escrever no final de 1939, concentrando-se nos versos.

Em 1947, sem emprego e grávida aos 33 anos, foi obrigada a seguir para a comunidade do Canindé, onde começou a registrar o seu cotidiano e de seus vizinhos. Em 1958, Audálio Dantas a conhece durante uma reportagem sobre a favela para a “Folha da Manhã” e decide publicar um de seus cadernos, com o título de “Quarto de despejo”, que logo se tornou um sucesso editorial.

Carolina de Jesus foi tema de reportagens de revistas “Time”, “Life”, “Paris Match” e do jornal “Le Monde”. O dinheiro dos direitos autorais a possibilitou deixar a casa improvisada na favela, embora sem nunca mudar sua situação financeira.

Serviço Espetáculo: 

Eu e Ela: visita à Carolina de Jesus 

Data: Ate 10 de agosto de 2019 

Dias: Sexta e sábado às 19h e domingos às 18h.

Na última semana do espetáculo será quinta (8), sexta (9) e sábado (10) 

Preço: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada) 

Tempo de duração: 55 minutos

Classificação: Livre 

Local: Funarte – Alameda Nothmann, 1058, Campos Eliseos, São Paulo.

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