Tirinhas de Glauco Vilas Boas

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Após ser descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, publicou seus primeiros trabalhos no jornal Diário da Manhã. Foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 1977, por um júri formado por Jaguar, Millôr Fernandes, Henfil e Angeli e mais tarde na 2ª Bienal de Humorismo Gráfica de Cuba.

Tirinhas que vão te ajudar a relaxar no período de home Office

Para ajudar os brasileiros a passarem os dias de home office de forma mais irreverente, Beatriz Veniss separou algumas tirinhas de Glauco Vilas Boas.

O cartunista com toda certeza já usava sua arte para tentar conquistar sorrisos em meio ao caos, com tiradas engraçadas e políticas que são atuais inclusive nos dias de hoje.

As cinco tirinhas que marcaram o mundo dos quadrinhos também estão disponíveis na Glauco Cartoon e-commerce da marca desenvolvido por Beatriz que traz a arte do cartunista estampada em peças de roupas e outros acessórios como canecas e capachos.

• Cotidiano:

• Fiquem em Casa:

• Crie uma rotina:

• Pense fora da caixa:

• Mantenha a calma:

Conheça o Cartunista Glauco Vilas Boas:

Eram anos de chumbo e os jornalistas combativos eram presos ou demitidos. Muitos recorreram a jornais do interior para sobreviver. Alguns, como Sergio de Souza e José Hamilton Ribeiro, foram parar num jornal diário de Ribeirão. Glauco desenhava enquanto seus irmãos mais velhos cursavam a faculdade. Eram tiras de humor e queria publicá-las. Tinha de 15 para 16 anos quando pegou um caderno e foi mostrá-lo pro Zé Hamilton. Lá ficou sabendo que a imprensa brasileira não publicava cartunistas nacionais porque os americanos vendiam tiras de segunda-mão de seus autores a um preço muito barato. Mas foi contratado para publicar charges políticas diariamente. Zé Hamilton tinha percebido nos traços toscos dos seus desenhos, sua genialidade.

Glauco conseguiu fazer graça com uma charge sobre a tortura e com ela ganhar o prêmio do Salão do Humor de Piracicaba. Henfil estava lá e o adotou. E foi assim que Glauco chegou a São Paulo, convidado para morar com Henfil em seu apartamento-estúdio. Foi nesse local que conheceu Laerte e Angeli e concebeu o Geraldão, inspirado em suas memórias dos longos dias de Ribeirão. Os assaltos à geladeira, as fantasias sexuais, os embates com a mãe, tudo ele havia vivido de certa forma e agora ganhavam graça e vida através de suas tiras e suas saudades. E foi com Geraldão que Glauco iniciou sua carreira de três décadas na Folha de S.Paulo.

Laerte disse certa vez: “Glauco é incapaz de tomar um táxi e não ficar amigo de infância do taxista”. Ele e Angeli formaram com o Glauco “Los 3 Amigos”, fruto da amizade de infância gerada no apê do Henfil. Essa amizade se tornou pública graças aos quatros dos três mosqueteiros: Toninho Mendes, o Publisher, e também o organizador deste livro. Na época, editor de Circo Editorial, fez Glauco criar narrativas maiores que três quadros. Era a revista GERALDÃO, com pau duro no título, onde estavam ocultos os Geraldões de todas as gerações de brasileiros. Geraldão nasceu Geraldão. Geraldinho veio depois que Glauco teve os seus filhos. Mas essa é uma outra história… mais uma de muitas outras.

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