SP Rock 70

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Foto/Banda Made in Brazil anos 70. Com um dos Primeiro Vocalista da Banda "Cornelius Lúcifer" e mais, Trabalhos dos Fotógrafos: Ana Arantes (1953-2015), Antonio Freitas, Clarissa Lambert, Flavia Lobo, Hermano Penna, J.Tomas, Márcia Rebello (1948-2013), Mario Luiz Thompson e Vania Toledo. Prestamos uma homenagem especial a Carlos Hyra (1944-1981), que fotografou a maior parte das bandas.

Exposição continua no Centro Cultural da Penha até Novembro! 

Mostra de fotos, cartazes e flyers alusivos ao rock feito em São Paulo nos anos 1970
A partir das conquistas comportamentais dos anos 1960, a juventude setentista, ainda que habitante deste mesmo planeta, conseguiu inventar e até se reinventar, pluralmente. No Brasil o rock and roll virou ‘roque enrow’ pelas mãos da paulistana Rita Lee, ganhou terreno e fez de São Paulo, com seus bons milhões de habitantes à época, a capital do rock.
Foram bandas e discos surgindo com seus estilos e sons diferenciados. Era um mundo onde ainda não havia o ‘marketing artístico’, expressão até agora difícil de aceitar. Valia a criatividade e a busca por um som que estivesse na cabeça de cada um. Era um tempo em que até as gravadoras aceitavam isso.
A diversidade marcava a cena paulistana nem só de paulistas: Rita & Tutti Frutti, Mutantes, Made in Brazil, Secos & Molhados, Som Nosso, Joelho de Porco. Outros chegavam de fora e aqui encontravam seus públicos, como O Terço, Raul Seixas, Novos Baianos, Papa Poluição e Odair Cabeça de Poeta & grupo Capote.

Foto/Antonio Freitas-1976
O TERÇO – Foto/Antonio Freitas-1976

Os fotógrafos estavam nessa de criar e se redescobrir a partir de um som. Boa parte deles, usava e abusava de suas câmeras como instrumentos ‘musicais’, criando ângulos diferentes ou provocando reações dos artistas. Enfim, revolucionavam ao ritmo do som.
Moisés Santana
Curador
A idealização e curadoria dessa exposição é do produtor, músico, jornalista e pesquisador Moisés Santana. Baiano, radicado em S. Paulo há duas décadas, Moisés, mesmo morando em Salvador nessa época era ligado nessas bandas, comprando com dificuldades seus discos e indo aos poucos shows que eles faziam na cidade. Mas diz que isso não o impediu de ter sido fisgado muito cedo por essa turma que “canibaliza o rock da matriz e, no mínimo, atualizou o Brasil em termos de equipamento para música”.
Os Fotógrafos
Antonio Freitas – Por trabalhar com iluminação de shows, começou a fotografar. O resultado agradou aos músicos que passaram a encomendar seus trabalhos. Entre eles O Terço e Mutantes. Atuou na revista Pop
Ana Arantes (1953-2015) – Responsável pela coluna de Ezequiel Neves (Zeca Jagger) no Jornal da Tarde, teve acesso à toda cena do rock paulistano dos anos 1970. Fotografou para as revistas Pop, Rock e Rolling Stone.
Carlos Hyra (1944/1981) – Se houve alguém que personificou a figura do fotógrafo de rock, em São Paulo, nos anos 1970, for Carlos Hyra, ou Carlinhos, como era afetuosamente chamado. Lutando contra todas as adversidades da época, equipamentos caríssimos, condições ruins de iluminação, ele superou e registrou tudo. Da mais estabelecida à underground, fotografou a maioria das bandas, para desespero de sua família que o ajudou a bancar parte da conta. Deixou um grande registro desse tempo e lugar.
Clarissa Lambert – Tinha 16 anos quando fez as fotos da exposição. Foi o encontro dos Mutantes e O Terço, cantando Beatles, no Theatro Municipal de São Paulo. Estava começando a estudar fotografia e os shows passaram a ser ‘um exercício e um prazer’.
Flavia Lobo – Cresceu nas imediações da rua Augusta, o que lhe garantiu acesso a esse cenário. Muito nova, fez as fotos dessa exposição a partir das impressões que o visual de Cornelius (Made in Brazil) lhe causaram.
J. Tomas – Começou a fotografar muito cedo. Saltou de fotos de bandas para as de personalidades, quando atuou no Folhetim (Folha de S. Paulo). Fez fotos marcantes do Papa Poluição.
Márcia Rebello (1948-2013) – Morou em Londres no durante o movimento que ficou conhecido como o ‘flower power’. Trouxe ao Brasil, entre as novidades, o LP do ‘prisma’do Pink Floyd’, que agradou a todo mundo. Fotografou várias bandas, com preferência pelo Sindicato.
Mário Luiz Thompson – De família ligada às artes, sempre se dedicou à fotografia como um projeto de vida. Retratou o rock brasileiro não apenas em fotos, mas em filmes super 8. Tem um dos mais ricos e importantes acervos.
Vania Toledo – Colunista da revista Pop, teve acesso a toda a cena do rock na segunda metade dos anos 1970. Fez várias capas para discos de Rita Lee, entre eles, ‘Refestança’ (1977).
Serviço:
EXPOSIÇÃO SP ROCK 70
Quando: Ate 11 de Novembro
Horário: 10h às 22h (Terça a Domingo)
Entrada Franca
Local: Centro Cultural da Penha
Endereço: Largo do Rosário, 20 – Penha
Telefone: (11) 2295-0401